Por que mentimos? Saiba como a mentira é formada no cérebro

1 de abril, data conhecida como "O Dia da Mentira", é uma ocasião onde pessoas de todo o mundo brincam umas com as outras, pregando peças!

Publicado em 27/03/2025 às 21:33
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Você já se perguntou por que as pessoas mentem?

Caso você diga que nunca mentiu, provavelmente estará mentindo.

Por mais ruim que seja esse comportamento, as pequenas mentiras que contamos no dia a dia são uma forma de manter o convívio social agradável, uma estratégia essencial para a nossa revolução.

A seguir, vamos apresentar o motivo que muitas vezes inventamos algumas mentiras, mesmo que sejam pequenas. Veja agora!

Por que mentimos?

Em entrevista com o portal Drauzio, a psiquiatra e especialista em comportamento humano, Jéssica Martani, explica que a mentira é uma forma de deturpar a realidade e inventar histórias.

A profissional explica que as pessoas fazem isso por diversos motivos. Na infância, a mentira pode ser usada para conseguir algo em troca, por exemplo, quando a criança promete que vai se comportar se ganhar um brinquedo.

A mentira serve para facilitar a adequação a um grupo, como quando o jovem diz gostar da banda que está em alta apenas para se enturmar com os colegas.

Nessa faixa etária também é muio comum que os adolescentes enriqueçam histórias para se tornarem mais interessantes na visão dos outros.

Mentir sobre algo pode servir para esconder alguma dificuldade, como quando um indivíduo finge saber mais de determinado assunto do que realmente sabe em uma entrevista de emprego.

"É uma estratégia adaptativa e evolutiva. Nós somos seres sociais, um dos poucos que realmente precisam da sociedade para sobreviver. Antigamente, você tinha que ter força para lutar e caçar. Hoje em dia, o que você precisa é manter o contato social", explica a Dra. Jéssica.

Como a mentira é formada no cérebro?

Por mais inofensivo que seja, o processo de criação da mentira exige um esforço muito grande do cérebro.

Entenda como isso acontece:

Reprodução/ iStock
Imagem ilustrativa de uma mulher abraçando outra pessoa! - Reprodução/ iStock

1. Percepção da necessidade de mentir

Uma é uma das primeiras áreas ativadas quando uma pessoa está prestes a mentir é a ínsula.

Essa região é responsável pela consciência emocional e pela percepção externa de sensações como dor e temperatura.

"Ela pega as informações e leva para outras partes do cérebro, como o córtex pré-frontal e o hipocampo, fazendo a conexão com tudo", explica a psiquiatra.

É nesse momento, portanto, que o indivíduo identifica os estímulos ao seu redor e percebe se vai precisar mentir ou não.

2. Planejamento da mentira

Quando a pessoa decide mentir, o cérebro deve começar a trabalhar essa mentira.

Nesse momento, existem duas estruturas fundamentais: o córtex pré-frontal, responsável pela razão, e o hipocampo, responsável pela memória.

Juntos, eles fazem o planejamento e a execução da mentira. Ou seja, para criar uma história que faça sentido, o cérebro utiliza a imaginação para preencher a lacuna das memórias que não existiram.

3. Validação da mentira

Por fim, esse outro processo importante é realizado pelo córtex cingulado anterior, uma região ligada à detecção de erros, antecipação de tarefas e modulação de respostas emocionais.

"É lá que o indivíduo entende se o que está sendo dito é crível ou não, detectando possíveis discrepâncias entre a informação falsa e a verdadeira", finaliza a Dra. Jéssica.

É exatamente por isso que quando alguém mente, ela pode acabar escondendo muito bem o nervosismo. Porém, no fundo, sabe que está mentindo.

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