Cuidados na gestação: como evitar riscos e garantir segurança

Entenda alguns dos principais fatores que podem comprometer a saúde materno-fetal e como preveni-los com acompanhamento adequado.

Publicado em 27/02/2025 às 11:12
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O período gestacional exige atenção redobrada à saúde da mãe e do bebê, uma vez que falhas no acompanhamento podem gerar riscos graves.

Recente decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou indenização de R$ 500 mil a uma mulher que perdeu o bebê por conta de falha médica, reacendendo o debate sobre a segurança no pré-natal.

Principais causas de danos na gestação

Os chamados danos associados aos cuidados com a saúde podem ocorrer por falhas no diagnóstico, tratamento inadequado ou negligência. Entre os fatores mais comuns estão:

  • Erros no diagnóstico e tratamento: falhas na detecção de doenças como hipertensão e diabetes gestacional.
  • Falta de identificação de malformações fetais: exames essenciais podem ser omitidos.
  • Não reconhecimento do sofrimento fetal: sinais de restrição de crescimento intrauterino podem ser ignorados.
  • Procedimentos inadequados no parto: uso excessivo de ocitocina e manobras contraindicadas, como a manobra de Kristeller.

Como prevenir danos durante a gravidez?

A melhor forma de evitar complicações na gestação é seguir um pré-natal rigoroso, com exames regulares e monitoramento contínuo da saúde materno-fetal.

Segundo a especialista em medicina legal e perícia médica, Caroline Daitx, “a chave para reduzir esses danos é a implementação de boas práticas assistenciais, baseadas em evidências científicas e na atualização constante dos protocolos médicos.”

O papel da perícia médica em casos de falhas

Nos casos em que ocorrem possíveis falhas médicas, a perícia médica analisa documentos, prontuários e exames para fornecer subsídios técnicos à justiça. Além disso, há a figura do assistente técnico, que atua na defesa da parte envolvida, esclarecendo se houve erro na conduta médica e quais foram seus impactos.

Garantir a segurança na gestação não é apenas responsabilidade do médico, mas também das instituições de saúde, que devem investir na qualificação profissional e no cumprimento de protocolos atualizados. A perícia médica desempenha um papel fundamental na fiscalização das condutas médicas e na melhoria da assistência materno-fetal.

 

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