Silêncio insuportável: brasileiros aguentam só 5 segundos sem desconforto

Um levantamento produzido pela Preply avaliou como pessoas de 21 países reagem e sentem as pausas e aos silêncios em interações sociais

Publicado em 27/01/2025 às 17:05
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Para algumas pessoas, silêncios durante conversas podem ser sinônimos de "climão". Seja em encontros, conversas de bar, apresentações, jantares em famílias ou reuniões, esse fenômeno é temido por muitos e causa diferentes reações.

Você se sente ansioso em momentos de silêncio? Saiba que isso pode ser cultural. Um estudo recente, realizado pela Preply, mostrou que os brasileiros são os que mais se sentem desconfortáveis com pausas nas interações sociais, com 85% dos ouvidos afirmando esse incômodo.

Ainda, o Brasil também foi eleito como o país com menor limiar para desconforto. O estudo aponta que apenas 5,5 segundos de silêncio já é capaz de incomodar os brasileiros em conversas, diferente, por exemplo, da realidade dos britânicos (7,1 segundos) e dos japoneses (7,8 segundos).

O Brasil é o país que lida de maneira mais embaraçosa com o silêncio

Como os brasileiros são conhecidos por sua calorosidade e desenvoltura em relações sociais, os dados do levantamento não são muito surpreendentes.

Divulgação/Preply
Levantamento revela frequência em que populações se sentem constrangidas com silêncios durante interações sociais - Divulgação/Preply

Mesmo assim, vale lembrar que o grau de tolerância aos momentos de silêncio não é igual para todos os brasileiros. Principalmente entre idades e gêneros diferentes, eles podem variar.

Em geral, mulheres estão mais à frente no quesito desconforto com silêncio em funerais e momentos de conflito, em relação aos homens. Ainda segundo o estudo, 72,2% dos entrevistados da geração Z revelaram incômodo com as pausas, enquanto apenas 36,2% dos baby boomers afirmaram o mesmo.

Frequência dos silêncios "embaraçosos"

A pesquisa também levantou questões em relação à frequência em que os entrevistados se deparam com essas pausas em seu dia a dia. Segundo o estudo, isso acontece mais vezes quando precisam falar em público (41,7%), em primeiros encontros (33,2%) e em situações de conflito (26,6%).

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Levantamento da Preply indica frequência com que as populações lidam com pausas "embaraçosas" em conversas - Divulgação/Preply

A frequência dessas pausas embaraçosas também pode ser maior ou menor dependendo da pessoa com quem a interação acontece. No caso de estranhos (51,7%) e chefes ou profissionais superiores (39,7%) o constrangimento é mais comum.

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Levantamento da Preply indica frequência com que as populações lidam com pausas "embaraçosas" em conversas - Divulgação/Preply

Metodologia da pesquisa

Para o levantamento, a Preply entrevistou 26.719 pessoas de 21 países, cerca de 2 mil delas no Brasil. Os envolvidos responderam a 15 perguntas explorando a frequência com que precisam lidar com pausas constrangedoras e as ocasiões em que elas acontecem. Suas respostas foram dispostas em rankings, onde é possível ver o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.

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